Veja abaixo o que os leitores de Paola acham de seus livros:

Fábulas da Terra em miniatura

Uauu… Vocês já viram o display que o meu querido Edson Rossato fez para divulgar o universo do Fábulas da Terra?

Aqui tem algumas fotos para quem ainda não teve a oportunidade de ver de perto o mundo minimalista que representa os livros O Destino do Lobo, O Código das Águias e O Chamado dos Bisões.

Foram usados os seguintes materiais: casca de Pinus, isopor, musgo, tinta para artesanato, neve artificial e miniaturas dos animais que meu irmão Ricardo se desdobrou para encontrar na Inglaterra. No fim, tudo valeu a pena. Ficou show!

Confiram algumas fotos do display e digam o que acharam:

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A imagem pode conter: atividades ao ar livre

Wakan Kola no Festival Guia dos Quadrinhos 2017

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Gostaria de deixar minhas impressões sobre o Festival Guia dos Quadrinhos. Tenho participado há algum tempo desse evento que tanto gosto e neste último percebi que, no fundo, é um encontro de uma grande família.

Tive a oportunidade de conhecer inúmeros artistas e também divulgar o meu primeiro fanzine “Wakan Kola”. Foram quase 200 fanzines distribuídos 😀 Espero poder ter atendido ao pedido de alguns leitores na produção de um spin off da Série Fábulas da Terra, onde escolhi o boi-almiscarado como protagonista. Estudei um tanto de anatomia de vacas e touros para conseguir entender a estrutura desse animal que na verdade é também parente dos caprinos. Acredito que os animais tenham muito a nos ensinar e, poder levar isso aos leitores é o que mais me motiva a continuar com o universo do Fábulas da Terra.

Desenhar Wakan Kola me ajudou a ver como gosto de passar sentimentos no olhar dos animais, e pretendo continuar fazendo isso em futuras publicações, seja nos fanzines ou livros. O olhar de um animal é o maior exemplo de comunicação não verbal que existe na vida, e por isso nos diz muito mais do que um pacote de palavras.

Prometo levar ao próximo Festival Guia dos Quadrinhos um novo fanzine do Fábulas da Terra.

Beijos!

Fui…

 

 

Resenha de O Destino do Lobo e O Código das Águias

 

Oi gente, tudo bem? O Luan Montá (https://www.facebook.com/luan.monta) é um nerd de carteirinha, foi ao lançamento dos meus livros e dedicou parte do seu tempo a redigir uma resenha muito bacana sobre O Destino do Lobo e O Código das Águias, onde revela suas impressões sem dar spoilers. 😀  Gostei tanto da resenha que decidi publicá-la por aqui, afinal, ele é daqueles leitores que gosta de esmiuçar os livros e encontrar alguns segredos. Fiquei muito feliz por ver que ele desvendou os crossovers e a maioria dos segredos e brincadeiras que fiz nos livros. Acompanhem aí a resenha!

Impressões sobre “O Destino do Lobo” e “O Código das Águias”

Ano passado fui ao lançamento do livro “O Código das Águias”, e aproveitei para comprar o anterior, “O Destino do Lobo”, e lê-los na ordem: lobo e depois águia. Antes mesmo de abrir os livros percebi que os dois já tem algo um tanto curioso: os títulos, que sugerem algo místico, histórias com animais, algo meio xamânico, quem sabe…? Embora no lançamento d’O Código das Águias a autora tenha comentado aspectos das tramas, só mesmo lendo o livro eu poderia confirmar certas hipóteses. E realmente pude ver um pouco de tudo isso enquanto avançava a leitura!

É interessante notar a semelhança estrutural de ambas as histórias; por exemplo: as duas começam com cenas de caça sob a perspectiva dos caçadores (lobos e águias, no caso), cenas estas bastante naturais e mostradas como algo comum/cotidiano, e ao mesmo tempo com um toque de lenda ou de uma dessas histórias passadas adiante de forma oral, como as que me contavam quando eu era criança. Ao menos foi esta a impressão que tive. E afirmo: gosto quando uma história consegue, mesmo que em poucos momentos, me colocar de cara com meu eu criança, que adorava ouvir contarem grandes aventuras. “O Código das Águias” teve mais êxito que “O Destino do Lobo” neste quesito (voltarei ao tema mais adiante). As caçadas não são brutais como é possível supor, não apresentam descrições floreadas ou rebuscadas, nem passam a impressão de serem parte de um documentário cheio de detalhes complexos. São concisas, diretas e com o ar de normalidade que devem ter; são apresentadas como ações que vemos diariamente na natureza, um misto de beleza e feiura. Em seguida somos apresentados a um bisavô e seu neto, a quem o primeiro conta as histórias narrada nos livros. E é a estas histórias contadas pelo bisavô que os títulos se referem. A ideia de transmissão oral do conhecimento é bem marcante nas duas narrativas, o que reforça a impressão de algo lendário ou místico que permeia as histórias, tanto do lado humano quanto do lado dos demais animais.

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A evolução da escrita do primeiro para o segundo livro é clara: a narrativa deste é mais dinâmica e estruturalmente mais firme que a daquele, por exemplo, e as personagens me pareceram mais empáticas. Isto é algo bastante pessoal, na verdade, e tem a ver com algumas situações do livro. Quanto à narrativa, esta é sempre concisa, direta e sem floreios que possam prolongar excessivamente a leitura, e as descrições costumam ser bastante poéticas e metafóricas, comparando características físicas como pelagem ou um olhar a elementos da natureza, luz etc. Isso cria um equilíbrio interessante e reforça o caráter de lenda, presente do título às últimas páginas de ambos os livros. A leitura é fácil e os capítulos curtos dão vontade de continuar sempre, principalmente em “O Código das Águias”, que confesso ser meu preferido entre os dois. O desenvolvimento de “O Destino do Lobo” me aprece um pouco confuso em relação a este em alguns momentos. Talvez seja só impressão. O “místico e o sobrenatural” d’O Destino do Lobo não estão tão presentes n’O Código das Águias, que mostra uma história mais real, mais “humana”/”animal”, e me identifico mais com este aspecto. Porém em vários momentos há elementos que conectam os dois livros, seja uma águia que apareça no primeiro ou um objeto ou acontecimento mencionado no segundo. É possível lê-los separadamente e entendê-los perfeitamente. Diga-se de passagem, essas características que cruzam as histórias o fazem de maneira não muito usual, bem mais sutil do que eu poderia supor. Ambas parecer ter a mesma base, todavia com “quandos”, “comos” e “porquês” um pouco diferentes. Além disso, como estas “lendas” são passadas de um bisavô para seu neto, o que temos é uma história dentro de outra, e tudo isso contribui para criar essa percepção de atemporalidade que devem ter fábulas e contos maravilhosos. O presente em que bisavô e neto vivem seria o nosso? E o passado descrito n’O Destino do Lobo e n’O Código das Águias seria quão longínquo? Aprendi com teatro que um mesmo roteiro pode sofrer pequenas adaptações e ser reinterpretado, sem alterar sua estrutura e as falas. Ou seja, exatidão e precisão nem sempre são a melhor opção. Abrir o leque de suposições é mais divertido.

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Cada personagem se revela ao leitor aos poucos. Em um primeiro momento sabemos a cor das penas de um ou uma característica psicológica de outra, e no decorrer da história isso vai se somando a outras característica. Essa “construção” da personalidade e aspectos físicos é muito interessante em cada livro, mas por motivos diferentes: n’O Destino do Lobo, porque reconhecemos cada lobo por seu comportamento e jeito de ser; e n’O Código das Águias porque acompanhamentos o crescimento e amadurecimento das personagens, tanto físico quanto psicológico, como se crescêssemos com eles. Mesmo assim nada disso é tão aprofundado a ponto de confundir leitores muito jovens. Estas histórias são como contos de fadas: podem agradar a qualquer um por diferentes motivos, e certamente podem ser interpretadas de modo distinto por adultos e crianças. Não vejo muitas histórias hoje em dia que não tenham um público excessivamente específico, e isso é definitivamente um ponto positivo nos dois livros aqui mencionados!  Há tempos eu precisava ler algo mais abrangente neste sentido. Como é um livro destinado a um público juvenil, ressalto ainda a praticidade da existência de um glossário nas páginas finais! São poucos os termos explicados, principalmente nomes de plantas ou animais. Nada muito científico ou desnecessário para a narrativa. Sempre gostei de procurar palavras em dicionários (tenho uma coleção deles em casa), mas a solução do glossário vem bem a calhar em diversos materiais.

O ponto das histórias que me parece mais forte é a relação homem-animal-ancestral, e o grande misticismo por trás disso. Com “homem-animal” refiro-me à relação humano-cachorro/lobo e humano-águia e à compreensão de um pelo outro por meio de linguagens não necessariamente verbais, e sim ligadas a algo mais instintivo, comportamental (de um abanar de rabo a um sorriso, uivo ou piado) e ao sentimento de confiança mútua. Todos têm seus ancestrais, os antepassados que dividem sua sabedoria de maneiras diversas, seja por meio de uma aurora boreal ou sonho, e que guiam os protagonistas para que cumpram suas respectivas missões. Nesse ponto O Código das Águias é mais centrado em um único personagem, uma águia, enquanto O Destino do Lobo mostra a relação de espécies diferentes e seus ancestrais, e como uma auxilia a outra para que cheguem ao objetivo comum, a autodescoberta e descoberta do próximo. E ainda dentro deste tema, algo curioso: todos os animais tidos como “irracionais” entendem uns aos outros, mas não compreendem o que dizem os humanos e vice-versa. Já me fiz essa pergunta algumas vezes, e seria interessante saber a resposta: até que ponto todos os animais compreendem uns aos outros? Isso é muito delicado para se discutir, mas deixo dito. Outro ponto pertinente é a presença constante de personagens femininas fortes, desde protagonistas como a loba alfa Kushi até Kiowa, uma sábia águia, admirada pelas demais de sua espécie. Hoje em dia isso tem se tornado cada vez mais comum, e por vezes gera algum desconforto ou rebuliço. Defendo que uma história precisa, acima de tudo, de bons personagens, sejam homens ou mulheres, jovens ou velhos, bons ou maus. Quando tentam empurrar um modelo, gera-se um desconforto, uma falta de naturalidade. Depois de ler as duas histórias, posso garantir que isso não ocorre, e que tudo flui muito bem, que todos têm sua importância e relevância nas tramas e que existe um respeito mútuo. Ninguém é menosprezado ou superestimado por certas características: todos são diferentes e têm funções distintas, mas igualmente necessárias; um admira ou teme o outro independente de motivos banais; um(a) líder é um(a) líder e um(a) mestre(a) é um(a) mestre(a). Acho válido comentar isso porque às vezes o tema não é bem explorado em uma narrativa e pode desagradar algumas pessoas. Mas quando tudo flui bem não há erro!

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E falando em fluir bem, para aproximar os animais do leitor, como que os humanizando um pouco, a autora optou por transpor características tidas como humanas para eles, adaptando-as à sua fisiologia. Por exemplo: quando uma das águias comenta que sente o coração batendo forte contra sua quilha (o que para nós seria o equivalente a “coração batendo forte contra o peito”). Há outros exemplos, mas com este é possível ter uma noção de como são descritas e interpretadas as personagens em diferentes situações. De modo geral as descrições são bastante figurativas, e muitas vezes bastante poéticas, o que combina com o clima das histórias. Tudo contribui para criar um ambiente primitivo, distante da civilização atual e sua maneira científica de ver o mundo. Exemplo disso é a contagem de sóis e verões em vez de dias e anos. Nestes aspectos, estruturalmente não tenho do que reclamar dos livros!

Expostas estas minhas impressões, pontos positivos e negativos, posso afinal concluir: O Destino do Lobo e O Código das Águias tratam de dúvida, libertação (tanto desta dúvida como de libertar-se de certas situações ou problemas) e amadurecimento, cada um à sua maneira: O Destino do Lobo mostra o medo dos lobos de serem domesticados pelo homem e como aqueles passam a compreender os prós e contras desse convívio entre espécies; O Código das Águias mostra uma relação temporária entre homem e águia e os benefícios do auxílio mútuo. Bons temas para o público a que se destinam os livros, o juvenil, mas nem por isso são coisas apresentadas de maneira superficial ou desinteressante. Estilisticamente prefiro O Código das Águias, conforme mencionei acima; a narrativa d’O Destino do Lobo por vezes me pareceu cansativa, talvez pelo grande número de personagens próximos ou por certas cenas serem mais rápidas ou mais longas do que poderiam; algumas situações se resolvem abruptamente, por exemplo. Não tenho exatamente um motivo principal para preferir um ao outro, é mais uma questão de empatia, eu diria. A construção dos personagens d’O Código das Águias é mais envolvente, e ação mais dinâmica e constante, e os problemas são mais palpáveis que no outro livro, onde tudo é mais místico e surreal (não é a melhor palavra, mas assim posso evitar spoilers). A meu ver, O Destino do Lobo parece ser uma base, uma introdução ao mundo das “fábulas da terra”, enquanto que o livro seguinte permite-nos acompanhar as ações de maneira mais direta, sem nova apresentação à mitologia desse mundo. Quem sabe esse seja o motivo de eu preferir O Código das Águias ao Destino do Lobo: a sua maior solidez.

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É curioso como um livro é ao mesmo tempo uma continuação do outro e uma história quase totalmente independente, até mesmo neste aspecto real vs místico. Esse ar de fábula e conto de fadas presente em ambos me remete muito à infância, o que acho muito positivo. São bons livros para iniciar jovens no mundo da leitura. Para mim, por exemplo, fazem com que me lembre dos contos de fadas e fábulas que eu tanto adorava quando criança (e ainda adoro), e esta é uma sensação que eu sempre busco, seja em um livro, filme ou música. Encontrá-la é gratificante! E não posso me esquecer de abrir espaço para falar das ilustrações, feitas pela própria autora. O desenvolvimento da parte escrita e visual concebidos pela mesma pessoa tem uma grande vantagem: ninguém melhor que o(a) autor(a) para representar visualmente aquilo que mostra por meio de palavras. Isso possibilita uma interpretação diferente de uma história, já que nos aproxima mais da perspectiva de quem a escreveu.

As duas histórias foram ótimas surpresas; como nunca tinha lido nada da autora antes, não tinha nenhum parâmetro, tudo era novo, não sabia que estilo e que palavras eu poderia esperar. E de fato foi uma experiência agradável, que valeu a pena! Dito isto, considerando-se ou não minhas ressalvas, recomendo a leitura! Se for mantida a qualidade, muitos livros podem vir sob o selo “Fábulas da Terra”. Certamente esperarei pela(s) continuação(ões).

 

Resultado da Enquete: Animais mais esperados como protagonistas da série Fábulas da Terra

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Gente, foram quase 300 pessoas participando com sugestões de animais para compor o papel de protagonista nas minhas fábulas. Foi divertido e o resultado me deixava cada vez mais ansiosa em imaginar uma nova composição de livros do Fábulas da Terra, talvez uma trilogia onde a história se passasse em outro continente; talvez um livro de contos com crossovers entre os três primeiros volumes da série; talvez histórias em quadrinhos.

Surgiram várias sugestões com animais brasileiros e de todos os lugares que vocês possam imaginar, principalmente os africanos (talvez por todos amarem O Rei Leão rs…) e os marinhos (quem não viu Procurando Nemo mais de uma vez?).

Pois bem, vamos ao que interessa 😀

Chegou a hora de dizer o resultado da enquete Animais mais esperados como protagonistas da série Fábulas da Terra. Ao lado da colocação há alguma referência desses animais na trilogia.

1° urso (as pessoas estão me pedindo um livro sobre o personagem Kodiak, e vou pensar a respeito).

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2° coruja (O mocho Sanksok fará uma palhinha em O Chamado dos Bisões. Um livro só dele seria bacana).

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3° corvo (O Código das Águias e o Chamado dos Bisões faz um crossover com o “Corvo Bruto” –  que desdenha dos outros levantando a cauda. Mal educado!).

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4° cavalo (como os cavalos foram introduzidos tardiamente no continente americano, não foi possível ainda utilizar o cavalo na série já que ela se passa toda por volta de 15 mil anos).

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5° raposa (raposas aparecem em O Código das Águias e são animais secundários, bastante furtivos. Afinal, são presas de águias D:)

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Obrigada a todos vocês que participaram 😀 Continuem enviando sugestões!

Beijos!

O Código das Águias no Pastel Nerd como um dos melhores livros de 2016!

Livro O Código das Águias

Fiquei super feliz com a notícia de que  O Pastel Nerd selecionou o livro O Código das Águias como um dos melhores do ano de 2016 pelo jornalista Eduardo Marchiori 😀

“Uma fábula encantadora sobre amizade, fidelidade e respeito, protagonizada pela águia Hankpa, que descobre esses valores enquanto aprende a se tornar uma caçadora, como todas as águias. A autora nos faz entrar no clima da narrativa e sentir as mesmas sensações de Hankpa: o vento nas asas, a imponência dos voos, a emoção das caçadas… uma experiência mágica e uma história apaixonante.”

 

Para que a Barbie se existe Katniss, Lara Croft e Tauriel?

Para que o Ken se existe o Max Steel? É o que respondo quando perguntam se eu brincava de Barbie. Entendo que o problema não é o Ken ser um boneco, e sim fazer a menina crer que os homens são como ele. O mesmo vale para o menino que acredita que a mulher tem que ser como a Barbie.

Garotas, desde cedo, são condicionadas a seguir o estereótipo da perfeição e submissão feminina. Seria coincidência aprenderem que é bonito se vestir como uma patricinha, que é bacana colecionar revistas de dietas e que o homem perfeito é o cara forte, arrumado e com carrão? Se você já viu isso acontecer na vida real, pergunte se essas garotas sonham em ter um carro pink conversível. Espere um sim como resposta.

Um bom exemplo cinematográfico desse estereótipo garota-frágil-submissa-dependente-da-figura-masculina é a dançarina de cabaré Willie Scott, de Indiana Jones e o Templo da Perdição. Os quadrinhos também não nos pouparam desses estereótipos.

– O que as editoras têm preparado para o público nerd feminino? – questionei-me ao ver mulheres em posições eróticas e submissas em HQs e revistas de heróis.

– É que você ainda não leu o Ultra – eles sempre respondem.

A HQ Ultra, dos irmãos Luna, é uma história em que supermodelos capas de revista são heroínas perfeitas. Interessante é notar que são lideradas por um homem que contrata super heroínas. São obrigadas a voar com roupas justas, pois isso é o que as pessoas querem ver. As garotas todo o tempo se dirigem umas às outras por nomes vulgares, típicos nomes usados pelos homens quando querem vulgarizar a mulher. Não parece texto para garota nerd ler e adorar, mas é sim uma HQ dirigida apenas para um público que gosta de HQs alternativas e divertidas. E só.

Mas e o público feminino que vem se formando ao redor dos filmes da Marvel e das novas heroínas Katniss, Lara Croft e Tauriel? Nós, garotas nerds, não queremos ver mulheres submissas e dependentes da aceitação masculina. Assim como os garotos querem se espelhar num herói, nós também queremos ser bem representadas nos quadrinhos.

Estamos numa época na qual a mulher conquistou um espaço importante na sociedade e precisa ser bem retratada pelas suas qualidades e defeitos. Queremos heroínas críveis e que, até mesmo, possam fazer a gente se aproximar da realidade da personagem. X-Men é o tipo de HQ para um público totalmente misto. Afinal, todos os garotos e garotas da realidade têm problemas, assim como esses mutantes que lutam para encontrar seu lugar no mundo.

Já Red Sonja representa uma guerreira destemida e decidida, suas histórias se desenvolvem num contexto muito atraente para um público misto. Além do que, os roteiros que li mais se preocuparam em mostrar a figura guerreira do que um símbolo sexual.

Jaime Hernandez representou o universo feminino na HQ Lôcas. As personagens não são exatamente como as mulheres da vida real, mas agem como gostaríamos de agir: livres de preconceitos, destemidas, não estão nem aí para o que vão pensar delas e, por isso, andam como bem entendem (descabeladas e, às vezes, com as peças íntimas aparecendo) sem ficar dando enfoque ao olhar masculino diante dessas situações. É assim que as mulheres querem ser: aceitas pela sociedade como realmente são. E, por isso, relembro aqui as palavras de Hernandez em uma entrevista exclusiva para a Mundo: “Estou mais interessado em como as mulheres realmente são do que em como eu gostaria que elas fossem.

Ainda nascerá uma HQ voltada para ambos os gêneros, em que a mulher não é só uma figura de sexualidade, um enfeite. Seria ótimo se a influência da mídia nerd pudesse eliminar o papel secundário e sexual das mulheres e despertar a essência das verdadeiras heroínas que existem dentro de nós.

Para que a Barbie se existe Katniss, Lara Croft e Tauriel?

Este é um artigo do grupo Iluminerds: http://www.iluminerds.com.br/

O terror em nossas veias, uma oportunidade

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Sentir calafrios ao ver sinais de rostos fantasmagóricos nas fotografias é algo inédito para você? Imagino que alguma vez você ficou com medo de dormir quando assistiu O Exorcista ou jogou Fatal Frame. E, se você é das antigas e curte um game, deve ter se desesperado ao ver monstros bizarros saírem de um porão para te pegar em Alone in The Dark.

Você provavelmente já sentiu algum temor quando ficou sozinho no escuro, imaginando algo que você não pode ver estava ali ao seu lado. Você já deve ter sentido receio de olhar para a TV e ver uma menina de cabelos negros sobre a fronte saindo para te pegar. Sei de pessoas que até hoje têm medo desse tal Boi da Cara Preta.

Todo mundo já sentiu medo de alguma coisa mesmo que de modo imaginativo. Um amigo meu assumiu para mim que seu maior pavor são humanos com cabeças de animais, como os deuses egípcios. Ao ver um destes na tevê ainda quando era criança, ficou tão chocado que até hoje carrega com ele esse medo e prefere não assistir ao Stargate. Minha mãe é uma das mulheres mais corajosas que já conheci. Mas, quando criança, caiu num buraco. Quando foi tirada de lá, ouviu os adultos associando o buraco com ratos e o terror que passou foi associado ao roedor. E meu marido? Bem, ele nunca vê nada de terror sozinho e se nega a ouvir qualquer história minha. Pois bem, cientistas mostram que nossos medos mais íntimos estão ligados a algo que passamos, vimos ou ouvimos quando ainda somos crianças, e nem cientista é preciso ser para saber que isso é verdade.

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Quando senti medo pela primeira vez eu ainda era muito pequena. Até hoje não sei muito bem o que houve, se era vento ou minha própria respiração, mas uma maldita boneca soprou meus olhos. E olha que não era daquelas com ar dentro! Ok, pode rir, hoje eu não tenho medo de bonecas. Muito pelo contrário! Este episódio me fez vez o quanto gostei de sentir esse tipo de medo. E foi esse gosto que me levou a olhar o horizonte além do que é e ver o lado tenebroso que ele também tem. Um dos meus passatempos preferidos acabou na contação de histórias de terror. Que dirão meus amigos do laboratório onde faço minha pós? Sempre adoro contar histórias de terror aos amigos, inventadas ou não, e dar a eles a gratificante sensação do calafrio. E foi assim que passei também a escrever contos de terror.

Se o leitor quer escrever uma história assim, pode optar por ler e estudar Poe, Shelley, Stephen King, Lovecraft, De Felitta. Pode optar por se inspirar em games como Resident Evil, Silent Hill ou filmes como O Exorcista, Evil Dead, O Chamado ou os de assassinos em série. Mas nada fará com que você escreva algo diferente se não procurar por temas menos explorados ou que podem surpreender o leitor. Às vezes, as pessoas buscam assistir ou ler o clichê porque gostam. Outras, quando caem nesta armadilha e descobrem que pagaram por um clichê, podem passar a detestar a história. Essa busca por escrever um terror que saia da roda dos vícios, pode não estar em filmes, games ou livros, mas em uma música estranha do She Wants Revenge ou músicas dissonantes para ambientação de horror. A busca pode estar numa caminhada sozinho na noite, numa visita a um lugar que te pareça estranho e se colocar no papel de vilões e vítimas para analisar inúmeras perspectivas.

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Nunca contei isso a ninguém porque não tive coragem de assumir diretamente e vou aproveitar a ocasião. Certa vez, estava em um cemitério em São Paulo, no enterro de uma ente querida, quando vi abrirem a pequena portinhola do mausoléu. O ar entrou, revolveu um amontoado de cinzas que dançavam em redemoinhos, misturadas. Quando me dei conta do que era, aquilo tudo já estava dentro de meus pulmões. Por hesitação, segurei a respiração e dei um passo para trás. Então voltei a respirar o ar sem cinzas. Quando parei para pensar que havia enchido meus pulmões com as cinzas dos corpos dos meus queridos entes, pode parecer loucura, mas aquilo me deu um mote para escrever o conto O Cinza Milagroso ao livro Círculo do Medo.

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Quando tinha nove anos, fui morar numa casa que estava em construção, numa região de mata. Ao longo do terreno, sob as raízes dos arbustos, encontrei inúmeras moedas e negativos de fotos manchados. Eu não tinha ideia do que era tudo aquilo, mas eu havia achado um tesouro e o guardei em um baú. Minha mãe, quando descobriu, mandou jogar tudo fora, pois ela sabia que se tratava de oferendas aos espíritos. Este episódio está no conto A Chama Rubra, no livro de terror King Edgar Hotel.

Morei mais de vinte anos em área de mata, e vez ou outra meus cães traziam coisas, presentes indesejáveis. Uma vez os cães trouxeram uma cabeça de bode na porta de casa, animais de despacho e infelizmente até mesmo um pedaço de uma perna de criança. Sim, estas coisas acontecem quando você mora em áreas semiurbanas e violentas. Estes episódios me levaram a escrever o conto Memórias de Um Louco para o livro Legado de Sangue. Um pesadelo com um bebê me levou a escrever o conto Pequeno Lino que irá para a coletânea Tratado Oculto do Horror… E, assim, aproveitamos situações reais para criar nossas próprias e quase reais histórias de terror. E, quanto mais se aproximar do leitor, mais viva será e se manifestará nas suas sensações.

Meu amigo e o organizador das coletâneas de horror Alfer Medeiros passou três dicas mestras para quem quer escrever bons contos de terror. Aqui vão elas:

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  1. Provocar sensações no leitor, mexendo com sua imaginação. Muitas vezes é mais eficiente sugerir algo e deixar o leitor imaginar coisas horríveis por conta própria do que simplesmente jogar sangue e vísceras na cara dele.
  2. O clima também é essencial. É importante deixar que o leitor sinta o quanto a situação é opressora, aflitiva ou macabra, antes de efetuar alguma ação nesse cenário.
  3. Evitar clichês que façam a história perder a credibilidade junto ao leitor, seja pela previsibilidade ou pela falta de convencimento das justificativas da história.

Para quem quiser se aventurar na criação deste universo, o Alfer está organizando o Linha Tênue, um livro de contos que será lançado em novembro pela Andross Editora. É só acessar o link  concordar com as regras e participar:

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Este é um artigo do grupo Iluminerds: http://www.iluminerds.com.br/

O Poder dos Livros: Dicas para convencer leitores

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Não há como negar que Harry Potter alavancou a leitura em nosso país, aquecendo o mercado editorial. E não somente abriu o caminho para formar leitores ávidos e famintos por histórias, como também motivou inúmeras pessoas a criar suas próprias histórias. Mas qual o molho especial para escrever uma história boa?

Talvez seja o fato de trazer o leitor para bem perto do personagem e oferecer a ele um pouco de verdade.

Já ouvi autores dizendo que não foi preciso pesquisa ao escrever o seu livro de fantasia.  A justificativa era – para criar algo, não é necessário consulta. No entanto, nada substitui uma boa pesquisa na hora de o autor criar o seu universo. Afinal, ele precisará de referências. Sem referências ele pode cair num erro muito comum de autores inexperientes – esquecer que até mesmo as histórias de fantasia tem a sua cota de regras a serem respeitadas para que a história não cause um impacto do absurdo ao leitor.

Se você quer escrever ficção científica, fantasia, ou qualquer tipo de história, isso vai lhe ajudar. Abaixo escrevi 13 dicas que poderão dar uns toques no seu projeto. Ao final, coloquei uma entrevista com o escritor Ricardo Ragazzo que complementará ainda mais essas dicas. Depois de tudo isso, tenho certeza que você irá olhar os livros com outros olhos. Aí vão as minhas dicas:

  1. Evite finais que possam dar a impressão de que você não sabia o que fazer com o seu personagem. Matar um personagem só porque não sabe mais o que fazer com ele pode ser um mau final. Se for para ele morrer, que torne isso importante para a história.
  2. Quando for inserir um personagem, insira de maneira consciente. Não o jogue na história para depois esquecer-se da participação dele. Certa vez, li uma história em que a mãe não permitia a proximidade do filho com magia. E, quando chegou a hora de o garoto entrar para esse mundo, a mãe, que estava com o filho, não abriu a boca para se manifestar.
  3. Cuidado com os personagens muito poderosos. Poder demais pode deixar o seu personagem sem repertório. Sempre uso o exemplo do anjo com poderes de super sayajin. Se o poder máximo de um anjo é um poder X, não o utilize no meio do livro. Espere usar o maior poder para enfrentar “o mestre final”.fake-deus-super-saiyajins-god-super-sayan-dragon-ball-z-battle-of-gods
  4. Quando for descrever assuntos dos quais não está habituado, faça anotações sobre este assunto, aumente seu repertório sobre ele. Se vai descrever uma luta, não repita palavras como – acertou um murro na cara e depois desviou de outro murro. Leia ou faça artes marciais e aprenda nomes de golpes mais variados. Ex: avançou com um soco giratório, golpeou com um chute lateral
  5. Usar premissas verdadeiras que se revelam falsas é outra característica de textos de quem costuma escrever e não reler atentamente sua produção. Se o autor descreve que um duende tem má fama em determinada aldeia, e, no meio da história, as pessoas recebem-no bem, tem alguma coisa errada aí. Pode parecer óbvio, mas esse erro já vi ser muito comum.
  6. Quando for escrever um nome científico, escreva-o sempre de acordo com a nomenclatura correta em itálico, sendo a primeira letra do primeiro nome em maiúscula e a segunda em minúscula. Se não puder utilizar itálicos, sublinhe estes nomes. Ex: Homo sapiens; Penelope obscura. Se for criar nomes científicos, respeitando esta regra não causará estranhamento ao leitor e pode dar mais veracidade à sua história.
  7. Hoje a moda é zumbi. Quem for criar nomes de vírus mortais, crie baseado no nome de outros vírus. Todo vírus tem em sua nomenclatura o termo vírus no final. Ex: citomegalovírus, herpesvírus…
  8. Já ouviu falar do lenga lenga da morte? Pois bem, um bom exemplo acontece nos animés. Quando alguém está para morrer, há uma conversa que parece durar horas antes que o coitado finalmente morra. Esse padrão pode funcionar para os mangás e animés, no entanto acredito que não pegue muito bem numa obra literária que quer passar verossimilhança. Imagine o furo em uma artéria no pescoço. Não dá para bater papo por muito tempo com uma vítima neste estado.
  9. Esta é clássica: não existe som no espaço, pois o som não se propaga no vácuo. Mas se não fossem as sonoplastias, Star Wars poderia dar sono num momento importante. Entretanto, nos livros é diferente. Você não precisa falar que fulano ouviu a explosão no espaço. Você pode trabalhar com o que o tal fulano vê. Ele a explosão, os destroços atingindo a nave e um estrondo é ouvido no compartimento interno (respeitando aqui o fato de naves possuírem ar e neste caso o som é ouvido). E não se esqueça: explosão depende de oxigênio. Portanto, em uma nave, duraria muito rápido até o ar todo esgotar.17386d
  10. Se o seu personagem é um agente secreto que se joga de um avião para apanhar outra pessoa que saltou primeiro, não esqueça de que ele terá que lutar contra a resistência do ar para alcançar a pessoa que saltou antes. Já vi acontecer de personagens se jogarem do alto e facilmente alcançarem os que pularam antes, como se isso fosse óbvio e fácil.
  11. E o sedentário lutador? Para seu personagem ser capaz de realizar determinadas tarefas, ele terá que ter atributos para isso. É como no RPG. Não espere que uma garota de dez anos vá atirar uma faca na cabeça de um assaltante sem que esta tenha trabalhado num circo atirando facas, ou pelo menos tenha aprendido com alguém a técnica. Gosto do exemplo de Silent Hill. O personagem com quem jogamos é um pai de família sem habilidades extraordinárias. Por conta disso, se você não esperar o inimigo chegar perto para disparar a arma, a chance de errar é muito grande.
  12. Já leu livros onde o autor esqueceu-se de um personagem? Sabe aquele personagem que é amigo do amigo e que mal tem função na história? Talvez seja melhor tirar da história.
  13. Atitudes não convincentes: se a personagem é uma garota cheia de sede de vingança, alimenta pensamentos vingativos é imatura e, na hora H, é misericordiosa, você pensa o seguinte: essa não é a decisão da personagem, e sim do escritor. Tirar a atitude correta do personagem pode marcar negativamente uma história. Se ela mudar de ideia, é preciso dar embasamento para que isso aconteça. Talvez seja interessante o autor descrever os pensamentos confusos da garota. Um bom exemplo é Constantine dos quadrinhos que tem câncer e fuma horrores. Na adaptação ao cinema, o Constantine virou um cara consciente e decidiu largar o cigarro. No fim, essa atitude não colou, e todos os fãs dos quadrinhos acabaram comentando que o verdadeiro Constantine não pararia de fumar nem mesmo com câncer.

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Nada como se colocar no lugar do seu personagem para saber a atitude verdadeira que tomaria, e não a que você gostaria que ele tomasse. Quer mais dicas? Acesse a entrevista com o escritor Ricardo Ragazzo, que conta 25 motivos que fazem o leitor abandonar o seu livro.

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Dez coisas bizarras que você precisa saber sobre o câncer

O câncer é uma das doenças mais bizarras que existem e não é à toa que é freneticamente estudado  em diversos laboratórios do mundo. Provavelmente, se existisse um só tipo de câncer, a chance de cura poderia ser quase total se levarmos em consideração a soma de investimentos com pesquisa. Mas o que é tão bizarro nessa doença que faz ela ser tão facilmente incompreendida e tão horrivelmente assustadora? Selecionei dez situações mais bizarras sobre o câncer que você deve saber:

1- O câncer é um carro.

O câncer é como um carro que percorre uma estrada. Se você bloquear o caminho desse carro, ele vai tentar encontrar outra via para continuar avançando. Essa via envolve uma gama de proteínas com pinta de vilã que ajuda o carro (câncer) avançar. Por conta disso que a indústria farmacêutica fica penando atrás de um fármaco que bloqueie mais do que uma só via. Já viu o vilão Zoom? Quem consegue parar esse cara?

2- O câncer tem a sua própria lei.

Uma desorganização de substâncias  que regem a proliferação, morte e sobrevivência celular está altamente presente em células malignas. É justamente por conta desse detalhe tão infame que a cura do câncer está longe de ser descoberta. Onde está o remédio capaz de reorganizar a “mente” das células? É como o Arrow tentando botar os políticos brasileiros para funcionar direito. Seria possível?

3- As células cancerígenas são influenciadoras de opinião.

As células malignas podem influenciar a “mente” das células “boazinhas” a se tornarem “vilãs”. Isso só é possível por conta das células do câncer secretarem substâncias no ambiente tumoral, induzindo as células “boas” a ativarem genes “vilões”, também conhecidos como oncogenes ou proto-oncogenes. Harleen Quinzel que se cuide! Sqn

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4- As células tumorais tem super poderes de imortalidade.

As células do câncer são imortais, ou seja, seus genes que costumam comandar a morte celular, estão inativados. Em situações com baixo CO2 e alimento, elas costumam sobreviver por mais tempo do que as células normais, e ainda por cima, continuam proliferando numa boa. É como comparar a resistência de uma pessoa normal com a do  Wolverine. Quem vai ganhar?

5- O câncer resiste ao congelamento.

Você pode congelar células malignas em nitrogênio líquido por anos e, quando descongeladas, poderão sobreviver com certa facilidade. Células normais, para sobreviverem ao nitrogênio líquido, precisam ser infectadas com um vírus que confere essa imortalidade. Acho que o cara que criou Resident Evil sabia disso.

6- As células de câncer formam um exército.

Logo depois de descongeladas, as células ficam soltas num meio nutritivo. Após um tempo, voltam a se reorganizar em colônias, como se pudessem ajudar umas às outras a fortalecer os aspectos malignos. É como o Saruman que pouco a pouco se fortaleceu com um exército de Uruk-hai.

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7- O câncer quer dar um rolê.

Quando colocamos uma célula de câncer sobre uma barreira de gelatina e do outro lado colocamos o alimento dela (soro fetal), elas serão capazes de atravessar essa barreira fazendo um grande esforço mecânico e químico, tudo para matar a fome! A esse movimento nós chamamos de quimiotaxia, ou seja, as células se orientam através de estímulo químico. Já viu o Taz Mania com fome?

8- O câncer quer dominar o mundo.

As células de câncer podem criar caminhos para se espalhar. Uma maneira de fazer isso é estimulando o crescimento de vasos sanguíneos ao redor de onde estão agrupadas. Romper tecidos e mergulhar no sangue é só parte do passeio. Porque o que ela quer mesmo é ir colonizar outro lugar. Já jogou Dark Colony ou viu Alien, o Oitavo Passageiro?

9- As células malignas criam a sua lei.

Há quem diga que, se “vivêssemos para sempre”, morreríamos de câncer. Isso porque essa doença está muito relacionada ao envelhecimento já que idosos possuem o sistema imune comprometido e a perda de genes importantes que regulariam a morte e a vida celular. A cada nova divisão celular, perdemos o que é chamado de telômero (uma estrutura do cromossomo que indica o início e o fim do DNA). Com a velhice, os telômeros estão cada vez mais curtos, podendo chegar a perder genes anti-câncer.  Essa perda de genes é como perder as regras da vida celular: é ser um fora da lei como o Justiceiro, impondo a sua própria lei.

10- As células do câncer trocam interesses.

As células tumorais são capazes de trocar substâncias entre si por processo de exocitose, como uma forma de fortalecer os “laços” malignos entre elas. Imagine o Rei do Crime reforçando o seu império com o Darth Vader e a colmeia de Damien Darhk. Que remédio pode parar isso? Não será somente a força de um herói que poderia vencer esse câncer. Seriam necessários mais de um herói ou talvez um exército deles. Infelizmente, os coquetéis de drogas que deveria ser heroínas muitas vezes acabam se tornando também vilãs. É o que acontece quando você coloca o time Stark e o time do Capitão América para combater o inimigo na cidade: destruição em massa!

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Fallen: Entrevista com Lauren Kate e Addison Timlin

Quem já conhece a saga Fallen, de Lauren Kate, provavelmente sabe que o livro esteve entre os mais vendidos na lista do The New York Times em 2010. Fallen traz a história de uma garota (Luce) que vai morar num internato onde conhece dois anjos por qual se apaixona. Mas uma estranha maldição promete controlar o destino amoroso da protagonista a impedindo de se relacionar com o anjo que a todo momento a protege e ao mesmo tempo a evita.

Foram 6 anos até que finalmente fosse lançado o filme que conta a história do primeiro livro da série. O lançamento foi no dia 02 de dezembro e, no dia 05,  participei de uma cabine e uma coletiva de imprensa onde tive a oportunidade de assistir ao filme e estar frente a frente com Lauren Kate e a atriz Addison Timlin. Lauren sempre escreveu histórias de amor, mas nunca havia escrito nada sobre anjos até Fallen. Estava se formando em literatura quando escreveu a sua primeira história de amor entre duas pessoas. Foi quando começou a ler o livro do Gênesis, na bíblia, e a história do sacrifício por amor, que passou a desenvolver a ideia para Fallen.

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Lauren Kate

Lauren ainda disse que foi preciso consultar alguns especialistas no ramo de divindades para que tirasse algumas dúvidas sobre o tema “anjos caídos”. Um dos acadêmicos com quem conversou disse ter achado interessante a sua ideia: o amor ser o fator que leva um anjo a cair e viver absolutamente para isso. A autora também revelou que gosta de brincar com conceito de bem e mal, humanizando essas características. Lauren explica que a demora para lançar o filme se deveu ao fato de tentarem produzir algo excepcional. Houve tempo de terminar os livros dois anos antes de rodar o filme, o que deu a ela uma perspectiva melhor no momento de produzi-lo.

“Sou a produtora executiva de Fallen, e todos esses anos o meio cinematográfico foi um aprendizado para mim. Levei todo esse tempo aprendendo a fazer adaptação para roteiros”, contou.

Perguntei a Lauren se ela havia se inspirado na saga Crepúsculo para criar Fallen. Ela me revelou que não, afirmando que no período em que foi lançado estava focada em sua tese de mestrado, mas achou interessantes as coincidências entre as histórias.

Addison, a atriz que interpreta Luce, contou que houve certa pressão psicológica ao tentar representar a sua personagem. “É muita responsabilidade para com os fãs. Por isso li somente o primeiro livro, pois quis me focar, da maneira mais fiel possível, no comportamento de Luce”, confessou.

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Addison Timlin

Autora e atriz concordaram que Luce é um símbolo do empoderamento feminino: a personagem decide ser ela mesma, diante de tantos problemas, além de estar na escuridão e conseguir encontrar a luz.

Perguntamos a Addison qual dos anjos ela teria escolhido como parceiro – o anjo da luz (Daniel) ou o anjo das trevas (Cam) – e nos revelou que tem certa preferência pelo anjo da luz. Ela ainda conta que não acreditava em reencarnação antes do filme, mas que ao longo das gravações passou a querer acreditar. Os sets de filmagem que mais marcaram a atriz foram os com incêndio. “Eles eram todos reais. Foram queimados sets inteiros”, disse.

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Coletiva de Imprensa

O filme foi gravado em Budapeste e não há como não amar os cenários. A fotografia favoreceu demais as locações. A trilha sonora também é realmente muito boa, tornando o ambiente ainda mais dark. Em contrapartida não foi uma história que me surpreendeu. É uma mistura do impasse de Shayera (a Mulher Gavião – Legends of Tomorrow – da DC Comics) e Vandal Savage com a saga Crepúsculo, onde reencarnações e triângulo amoroso caminham juntos.

Achei inúmeras pontas soltas ao longo do filme e que talvez no livro estejam melhor explicadas. No entanto, falo como uma espectadora. Para evitar spoilers, futuramente farei um artigo discutindo partes do roteiro que não foram esclarecidas.

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Lauren Kate e Paola Giometti com O Destino do Lobo

Tive a oportunidade de bater essa foto com a Lauren no momento em que dei o meu livro de presente para ela. Ela foi muito simpática ao me receber:

Não há dúvidas de que, para o público de romances dark adolescentes, Fallen certamente vai ser o filme para fechar bem o ano.

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Distopias: o manual da selvageria humana

Todos os dias recebo e-mails de pessoas me pedindo dicas para escrever sobre distopias. Definições costumam ter uma cara acadêmica e, portanto, exemplos práticos sempre são formas melhores de ilustrar um assunto.

Imagine um mundo onde as pessoas vivem numa condição sub-humana, guiadas por políticos ou condutas opressoras, onde a escassez de alguma matéria-prima transforma a todas em cães de briga, ou até mesmo as faz seguidoras de uma tradição que as levará à ignorância cega, a um destino cataclísmico. Isso é distopia: o inverso de uma sociedade utópica, o oposto a um futuro esperançoso. Pareceu familiar a você?

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Se você se lembrou de referências históricas como o nazismo; a ditadura militar; a fome no nordeste ou no continente africano, você acabou de perceber como se constrói um cenário  distópico. Ele é totalmente inspirado nas assustadoras e tristes realidades de mundo.

Este gênero surgiu por volta de 1826, quando Mary Shelley publicou O Último Homem,onde trata de um futuro apocalíptico dominado por uma praga. Uma lista de inúmeros livros poderia ser citada ao longo dos anos, desde Admirável Mundo Novo (1932), de Aldous Huxley, até a influência militar que fez nascer A Revolução dos Bichos (1945) e 1984 (1948), de George Orwell;  Fahrenheit 451 (1953), de Ray Bradbury. Já por volta de 1960 a corrida tecnológica e científica foi incorporada à distopia: a Guerra Fria teve grande influência; Laranja Mecânica (1962), de Anthony Burgess; O Planeta dos Macacos(1963), de Pierre Boulle são exemplos claros desta nova tendência. Alguns anos depois, vemos o cyberpunk, que também nasce na distopia. Neuromancer (1984), de William Gibson, é um dos que se destacaram.

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Temas assim tendem a se repetir ao longo da vida em outras publicações desse gênero. Há quem diga que todas as histórias já foram escritas, o que muda é a forma como são contadas. Nos últimos dez anos, as distopias mais publicadas, segundo o google, foram aquelas voltadas majoritariamente ao público jovem, repetindo muitas vezes valores já discutidos em outros livros. Jogos Vorazes (2008) de Suzanne Collins; Divergente (2011) de Veronica Roth e The Maze Runner (2014), James Dashner foram os maiores destaques desse gênero e todos abordam alguma forma de controle social e angústia pelo personagem não estar satisfeito com a sua situação atual.

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A grande diferença entre as distopias mais antigas e as lançadas recentemente é o simples fato de que, nos livros antigos, o drama e o terror psicológico eram o foco da narração levada ao leitor. Já nos livros mais modernos, os autores abrem espaço para descrever mais seus personagens, de modo que o jovem leitor possa se identificar de alguma forma com eles, até mesmo torcer para que um romance aconteça entre a protagonista e um moço misterioso e de boa índole.

No Brasil, as distopias nasceram com O Presidente Negro (1926) de Monteiro Lobato e seguiram numa crescente, com autores como Ricardo Ragazzo em seu livro Cidade Banida (2015); Renan Carvalho com Supernova: O Encantador de Flechas  (2013) e Roberta Spindler com A Torre Acima do Véu (2014).

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Boas histórias nesse gênero podem melhorar o ponto de vista crítico do leitor e do próprio autor, gerando perguntas existenciais e exigindo respostas. E, para finalizar, deixo aqui algumas lições distópicas para refletir:

Por baixo desta máscara não há só carne… Por baixo desta máscara há uma ideia. E ideias são à prova de balas (V de Vingança).

A ditadura perfeita terá as aparências da democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga. Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e ao divertimento, os escravos terão amor à sua escravidão (Aldous Huxley).

É como se fôssemos as células alimentadas pelo corpo Do Comandador. Somos o que nos ensinaram ser, olhamos para onde nos ensinam a olhar e funcionamos para aquilo que fomos programados… Se fosse uma célula, preferia ser um câncer (Paola Giometti).

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Um presente mais do que especial!

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Hoje o amigo André, mais conhecido no facebook como Justice, presenteou-me com uma composição de imagem que me deixou de boca aberta. Trata-se de uma reunião dos três animais que compõem cada um dos volumes da série “Fábulas da terra” e eu. Não ficou demais? Um belo tótem…